9ª Mostra Cinema dos Quilombos

De 21 a 24 de outubro de 2026 filmes produzidos em quilombos brasileiros ocuparão as telas do Cine Santa Tereza. Confira a programação.

Os ingressos são gratuitos e poderão ser retirados neste link ou 30 minutos antes das sessões na bilheteria.



Sessão 1
21/10 – Quarta-feira
17h

MÃE DO OURO
Dir. Isaac Franco Santana, Lucas Ernane da Silva,   Breno Dione Franco, Bruno Paulo Franco, Doc, 11´, Bias Fortes/MG, 2025 (Livre)
Um grupo de jovens partem numa jornada em busca da lenda da Mãe do Ouro na comunidade Quilombola Colônia do Paiol.

A HISTÓRIA  DO MACULELÊ
Dir. Maria Clara de Souza Silva, Lorena Krysley da Silva, Talita Kelly de Oliveira, Maya Milly de Souza Franco, Doc, 7´, Bias Fortes/MG, 2026 (Livre)
A tradição do Maculelê na comunidade quilombola Colônia do Paiol.

DE BARRIGA PRA CIMA
Dir. Beatriz Lindenberg; Cintya Ferreira; Marcia Medeiros; Mariana de Lima, Fic., 15´, Cachoeiro de Itapemirim/ES, 2026 (Livre)
Aqui em Monte Alegre, a gente sonha com terra, a gente sonha com água, com céu; a gente sonha com coisas que existem e coisas que não existem ainda. Filme realizado a partir de oficina de cinema na comunidade quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro de Itapemirim/ES).

VÃO DAS ALMAS
Dir. Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape, Fic., 15´, Cavalcante/GO, 2023, (14 anos)
No Quilombo Kalunga, a profecia da Matinta corta o vilarejo-fantasma do Vão de Almas como uma corrente de ar gelado: “Existem vários tipos de Saci. Pererê é aquele menorzinho, que prega peça. Saçurá faz maldade…”

Sessão 2 (LIBRAS)
21/10Quarta-feira
19h

NA PISADA DE VOVÓ
Dir. Isabel Cassimira, Fernanda de Oliveira, Marco Antônio Gonçalves, Leandro César, Doc, 29´, BH/Jaboticatubas/MG, 2025 (Livre)
Um dia especial do longo festejo no Reino Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário que acontece há 80 anos com a participação de dezenas de congos, catopês, marujos, caboclinhos, moçambiques, no bairro Concórdia em Belo Horizonte. Nesse dia a Casa recebe o candombe do Quilombo Mato do Tição, Jaboticatubas, MG. Há 3 gerações, essas duas comunidades se encontram para a festa, renovando vínculos reparadores de uma fratura colonial. Em 2025, são mestre Badu e Rainha Belinha que exercem a diplomacia singular do encontro. São belos, sonoros e múltiplos os sentidos da celebração da sua ancestralidade.

CORDÕES E SINOS DE ALÉM-MAR
Dir. Yuji Kodato e Jeremias Brasileiro, Doc, 20´, Uberlândia/MG, 2026 (Livre)
Nos bastidores das Congadas em Minas Gerais, um capitão colhe bastões na mata, um mestre artesão fabrica instrumentos e uma família cozinha com São Benedito. Chegado o dia da festa, os tambores de quatro cidades diferentes se entrelaçam em cantos e danças aos pés de Santos e Orixás. Cordões e Sinos de Além-mar é um documentário experimental que mescla vídeo digital e fotografias analógicas de dupla exposição para oferecer um mergulho sensorial nas festas de Congado.



Sessão 3
22/10 – Quinta-feira
17h

EM BUSCA DA RIQUEZA (QUASE) ESQUECIDA
Dir. Naira Soares, Documentário, 21´, Camamu – BA, 2025 (Livre)
Dona Lina, uma senhora quilombola, guardiã e contadora de memórias convoca sua neta Naira para que juntas recontem a história de sua família e território. Um filme-oferenda sobre a persistência da memória, mesmo quando tudo convida ao silêncio.

O BRILHO DA HERANÇA
Dir. Deco Machado, Doc, 14´, Ubatuba/SP, 2024 (Livre)
Brilho da Herança é um curta-metragem documental dirigido por Deco Machado, quilombola e artista visual nascido na Comunidade Quilombola da Caçandoca, em Ubatuba, São Paulo. Com um olhar sensível e imersivo, o filme revela como a identidade e as tradições desse território moldaram sua visão de mundo e seu processo criativo.



Sessão 4
22/10 – Quinta-feira
19h

QUEM PODE FALAR?
Dir. Pedro Daldegan, Doc, 29`, Território Quilombola Kalunga Vão de Almas/GO, 2026 (Livre)
Por séculos tratados como objetos de estudo, os Kalunga agora ocupam as universidades e reivindicam o protagonismo de suas próprias narrativas. E no coração do Território Quilombola, durante o VI Encontro – entre Pesquisadores e Pesquisados, eles rompem o silêncio ao colocar em debate a questão: “Quem Pode Falar?”

FIOTA E O COCO DAIÁ
Dir. Alciléia Torres; Natália Vitral, Doc, 24´, Cavalcante/ GO, 2026 (Livre)
Fiota e o Coco Daiá acompanha a coleta e a extração artesanal do óleo de coco indaiá, revelando saberes tradicionais, memória cultural e a força do extrativismo sustentável no território Kalunga.



Sessão 5
23/10 – Sexta-feira
17h

O ANO QUE A ONÇA DESCANSOU
Dir. Yérsia Assis e Geilson Silva, Doc, 15´, Carmópolis/SE, 2022 (Livre)
Contado a partir das lembranças sobre o Samba de Aboio –festa/culto a Santa Bárbara/Iansã – realizado no povoado Aguada em Carmópolis, Sergipe. O filme ‘O ano que a onça descansou’ narra como uma celebração que não aconteceu revelou percepções sobre a Pandemia da Covid-19. Discutindo memória, pertencimento e filiações familiares e religiosas, “o ano que a onça descansou” desvela como uma comunidade negra alicerçou sua fé diante das condições sanitárias impostas.

VIVA QUEM SERVE
Dir. Matheus Soares Costa, Doc, 30´, Chapada do Norte/MG, 2026 (Livre)
Em Chapada do Norte, a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos faz parte da história e do cotidiano da comunidade. Para quem nasce e cresce no município, a festa está presente nas lembranças, nas relações familiares e nas formas de viver e celebrar o Rosário. Realizado por dois quilombolas que acompanham essa tradição desde a infância, VIVA QUEM SERVE propõe um olhar de dentro sobre a festa. O filme acompanha pessoas que, ano após ano, dedicam seu tempo, trabalho e conhecimento à sua realização, revelando os vínculos e as responsabilidades que sustentam essa celebração. É uma história contada por quem cresceu vendo, ouvindo e participando da festa e que agora retorna a ela com uma câmera para registrar não apenas o que acontece, mas quem faz tudo acontecer.



Sessão 6 (LIBRAS)
23/10 – Sexta-feira
19h

BENVINDOS
Dir. Luana Cabral, Doc, 82´, Vitória/ES, 2025 (Livre)
Os moradores do Quilombo do Retiro são herdeiros de um território fundado no final do século XIX pelo ancestral Benvindo Pereira dos Anjos. A luta em defesa da terra e pela preservação do seu modo de vida é organizada em torno da Associação dos Herdeiros, que deverá eleger uma nova diretoria para dar continuidade a este trabalho. O encontro com a diretora, descendente distante de um antigo fazendeiro da região, revela situações de conflito entre o quilombo e os proprietários de terras locais.



Sessão 7
24/10 – Sábado
17h

PERCÍLIA
Dir. Percília dos Santos Rosa e Bia Carvalho, Doc, 24´, Cavalcante/GO, 2026 (Livre)
Percília acompanha o cotidiano de Percília dos Santos Rosa, mestra da cultura Kalunga, raizeira e puxadora de sussa da comunidade quilombola Vão de Almas, na Chapada dos Veadeiros. Entre os saberes sobre as plantas do Cerrado, a convivência com a família e as celebrações tradicionais, o filme revela a relação profunda de Percília com a terra, a água e os modos de vida de seu território.

ÁGUAS SAGRADAS
Dir. Ana Terra, Doc, 13´, Belo Horizonte/MG, 2024 (Livre)
O documentário “Águas Sagradas” mostra a luta da comunidade quilombola Carolinos por respeito e dignidade pelo acesso ao serviço público de saneamento básico e pela despoluição do Córrego do Cachoeirinha. O território quilombola é local de celebração e vivências cotidianas, que são impactadas diretamente pela falta de saneamento e pela poluição criminosa do Córrego do Cachoeirinha.

COLÔNIA DO PAIOL
Dir. Kaylane de Souza Silva, Doc, 1´, Bias Fortes/MG, 2026 (Livre)
Poema visual sobre o território quilombola Colônia do Paiol.



Sessão 8
24/10 – Sábado
19h

KUTALA – HERDEIROS ANCESTRAIS
Dir. Fabio Martins e Kilombo Manzo, Doc, 6´, Belo Horizonte/MG, 2025 (Livre)
Kutala retrata as brincadeiras de crianças do Kilombu Manzo, na observância dos mais velhos, e a transmissão do saber ancestral à geração neta. No tempo, no passado, presente e futuro.
O Eduka Kilombu, reafirma a nossa matriarca, que o saber Kilombola está plantado nas matas, e corre livre nos caminhos das águas, onde extraímos o mais importante  sagrado: Ota – pedra sagrada, no fundo a narrativa da matriarca, em um tempo espiralar que nos confunde a interpretação do tempo de ontem no tempo do hoje.

A.V.Ó – ANCESTRALIDADE VIVA NA ORALIDADE
Luan Manzo e Fernanada de Oliveira, Doc, 62´, Belo Horizonte/MG, 2026 (Livre)
“A.V.Ó” registra as a(fe)tividades de Luan Manzo, uma criança afrocentrada criada pelo kilombu liderado por sua família materna. Muzenza no candomblé Congo-Angola e ativo pesquisador de terreiro, ele se desperta para a tradição do candomblé Ketu, herança de sua avó paterna, Iya Ângela de Oyá, falecida em 2024. O menino passa a documentar memórias sobre essa avó que vão construindo também a sua própria história.